Se não estiver visualizando esta mensagem, clique aqui.

 

COLAPSOS EM OBRAS DE ENGENHARIA CIVIL

Recentemente, por ocasião do grave acidente de desabamento, em Recife, do edifício Areia Branca, ocorrido em 14 de outubro de 2004, o Instituto Brasileiro do Concreto – IBRACON mobilizou a comunidade brasileira de profissionais da engenharia civil, promovendo um evento dedicado exclusivamente à discussão das causas do acidente e das medidas necessárias para reduzir riscos de desastres como aquele.

Na ocasião, o foco foi, principalmente, a questão da importância da inspeção periódica e manutenção de obras de engenharia, pois se tratava de edifício com mais de 20 anos de idade.

Durante as profícuas discussões que se seguiram, ficou evidente que o problema tinha uma dimensão maior e que envolvia o ensino, a normalização e até aspectos de legislação profissional.

O evento, ocorrido em São Paulo, no dia 8 de dezembro de 2004, contando com presenças da ABECE, ABMS, IBAPE, profissionais de Porto Alegre, Recife, Salvador, e de profissionais internacionais de Nova York e de Buenos Aires, foi um sucesso. Como resultado perene desse Debate Técnico denominado “Lições de Areia Branca”, diversas entidades ali reunidas entenderam que era oportuno lançar um manifesto público que expressasse as preocupações da engenharia com a melhoria e o aperfeiçoamento de suas atividades.

Desde então tem circulado esse Manifesto Público, encontrado no site do IBRACON, firmado por ABECE, IBAPE e IBRACON, que já produziu vários efeitos positivos, e concretos, entre eles, em Recife, que agora tem legislação pública municipal sobre obrigatoriedade de inspeções periódicas em obras existentes e em uso.

Parece oportuno que, de novo, o setor se manifeste de forma unida e coerente. Sugiro que, desta vez, o evento seja capitaneado pela ABMS e ABGE, uma vez que o problema principal parece ser de geotecnia. O IBRACON se coloca à disposição para promover mais essa empreitada em defesa da boa engenharia nacional.

Quem sabe “construímos” um novo “Manifesto Público” que complemente aquele e possa contemplar obras públicas desse porte, durante sua construção, que é a fase mais grave e de maior risco.

Eng. Paulo Helene
Presidente do Instituto Brasileiro do Concreto IBRACON www.ibracon.org.br
MSc, PhD. Professor Titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Prof. de Patologia e Reabilitação de Estruturas de Concreto
Coordinador Internacional de la Red Rehabilitar CYTED
Member of fib(CEB-FIP) Model Code for Service Life Design
paulo.helene@poli.usp.br
57 anos


Caso não haja interesse em receber novas informações do IBRACON, clique aqui