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RECONSTRUINDO
A ENGENHARIA BRASILEIRA (2ª PARTE)
No profícuo
Seminário promovido pelo Instituto de Engenharia
de São Paulo IESP, durante os dias 8 e
9 de novembro de 2007, em sua sede em São
Paulo, estiveram presentes muitos representantes
de importantes entidades estaduais e nacionais,
destacando-se a Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo EPUSP, o CONFEA, o CREASP,
a Sociedade Mineira de Engenheiros SME, o Instituto
de Engenharia do Paraná IEPR, a Academia
Nacional de Engenharia ANE, a ABECE, a ABMS, o
SINAENCO e várias outras.
Sem excessão todos os representantes, falando
em nome da entidade ou em seu próprio nome,
mostraram-se apaixonados pela Engenharia e com
muitos sonhos.
Como
o Seminário foi muito rico vale ainda destacar:
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1. Segundo a Profa. Marita (maritast@uai.com.br),
que pelo e-mail deve ser mineira como minha
querida e saudosa mãe, a FEBRAE é
a entidade que tem voz e voto como representante
das entidades de classe junto ao Estado e junto
ao sistema CONFEA/CREA;
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2.
Confesso que desconheci isso durante 35anos
de intensa atividade profissional mesmo tendo
atuado junto ao IESP, APEOP, ABNT, ANTAC, IBRACON,
CB-18, CB-2, COPMAT, IBRACON, Entidades de Ensino
de Engenharia. Fico com a sensação
de que a representatividade da FEBRAE é
pífia e insignificante pois nós
os representados nada sabemos dela e nem sei
como associar-me. Por 4anos na Presidência
do IBRACON que é uma entidade nacional
reconhecida e atuante, nunca fomos consultado
pela FEBRAE como entidade representativa da
engenharia civil, nem quando estive na direção
da ABNT/CB-18, por 6anos;
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3.
O sistema CONFEA/CREA alterou o consagrado têrmo
habilitação profissional por atribuições
profissionais, ou seja tudo aquilo que ele pode
fazer no exercício de sua profissão.
Hoje, ao fazer o registro no sistema, o profissional
recebe um conjunto de atribuições,
atividades, competências e a caracterizaçào
no âmbito de sua atuação,
conferido, automaticamente, pelo sistema CONFEA/CREA;
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4.
A controversa resolução 1010 do
CONFEA de 01/07/2007, está flexibilizando
essa “habilitação”
tornando-a dinâmica no tempo, ou seja,
qualquer um que durante seu exercício
profissional obtenha um novo título ou
especialização, poderá
vir a ser credenciado e habilitado para novas
funções. A maior crítica
a essa resoluçào é que
o sistema está novamente jogando essa
responsabilidade profissional às Instituições
de Ensino, que sabidamente não formam
profissionais e sim formam BACHARÉIS
(LDB de 96);
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5.
Há o risco concreto de que o sistema
continue habilitando AUTOMÁTICA e VITALICIAMENTE
e em condição plena um agrimensor
como um engenheiro civil, por exemplo. E esse
profissional automaticamente, sem nunca ter
projetado ou construído uma fundação
ou uma estrutura de porte, estará habilitado
LEGALMENTE e de forma PLENA a exercer as novas
“atribuições” ao longo
de toda sua vida;
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6.
Novamente vem à tona a imperiosa necessidade
e importância da criação
de um exame de ordem e o estabelecimento de
uma habilitação profissional gradativa
tipo júnior, assistente até a
condição de PLENO, para o exercício
de certas e específicas funções
profissionais que envolvam responsabilidades
civis e criminais relativas à segurança,
saúde, sustentabilidade, por exemplo;
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7.
Cabe então perguntar que ENTIDADE deve
implementar essa habilitação gradual
e o controle das habilitações
plenas no sentido de confirmar que o profissional
pleno continua exercendo a profissão
e se mantém atualizado?
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8.
Parece óbvio que um programa permanente
de certificação de pessoal implementado
por entidades de caráter nacional, reconhecidas
e representativas, tipo ABECE, IBRACON, ABMS,
ABGE e outras, com apoio das entidades regionais
ou estaduais, devam estar consideradas nesse
contexto e que esse programa de certificação
não deve se restringir apenas ao profissioonal
de nível superior, mas sim a todos os
níveis intervenientes naquela cadeia
produtiva.
Como vêm o momento atual da engenharia brasileira,
para que se alcance o sonho de sua Reconstrução
e Correção de rumos, exige muita reflexão,
paciência, perseverança, transparência
e discussão das idéias. Participe.
Abraços de
Paulo
Helene
Diretor vice-Presidente do IBRACON
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