46° Congresso Brasileiro do Concreto
Florianópolis - SC
   

46° Congresso Brasileiro do Concreto discute industrialização da construção em concreto

Para expor as experiências de profissionais no que se refere à industrialização da construção civil à comunidade técnica, o 46° Congresso Brasileiro do Concreto, evento que ocorreu de 14 a 18 de agosto de 2004, em Florianópolis, organizou o workshop sobre Construção Industrializada, sob coordenação do engenheiro Laércio Gil, da ABCIC(Associação Brasileira da Construção Industrializada em Concreto).

O engenheiro Ériton Nunes Costa, da Cassol Pré-Fabricados, forneceu as especificações técnicas das peças pré-moldadas e expôs a facilidade de execução de um shopping-center, através dos métodos industrializados de construção em concreto. Trabalhando em seis frentes, o shopping ficou pronto conforme a previsão do cronograma, em 13 meses. Decisivo para o cumprimento do prazo foram os mecanismos de gestão e de controle utilizados na obra, objeto de exposição da engenheira Íria Lícia Olívia Doniak, da Engenharia e Projetos.

Para falar sobre estruturas pré-fabricadas em edifícios altos, foi convidado o engenheiro Hercílio Ferrari. Ele trouxe para o workshop a experiência da HF Engenharia no projeto e execução do Centro Empresarial São José da Terra Firme, em São José, São Paulo. O desafio era construir uma estrutura de pré-fabricados com 24 pavimentos. Ferrari expôs as etapas da execução da obra, para concluir sobre o sistema construtivo adotado:

• Vantagens: não houve necessidade de escoramento; boa velocidade do processo; redução da mão-de-obra, com a sua conseqüente qualificação; maior segurança; otimização da grua; e melhor controle de qualidade
• Desvantagens: maior custo; maior tempo; não admissão de erros de projeto, execução e montagem; e impossibilidade de ajustes na obra.

Concluindo o workshop, o engenheiro Nivaldo Richter, da BPM Pré-Moldados, apresentou o processo de fabricação de postes em concreto para telefonia, onde foi ressaltada a solução encontrada pela empresa em combinar a protensão com a centrifugação, determinante para uma deflexão máxima de um grau na ponta do poste. Quanto às lajes pré-fabricadas, Richter
concluiu com suas vantagens:

• Menor vibração, devido à superestaticidade;
• Maior solidarização dos elementos estruturais;
• Uso da viga T;
• Possibilidade de aberturas na laje;
• Não necessidade de acabamento;
• Otimização do dimensionamento;
• Maior isolamento termo-acústico;
• Menor custo de transporte.