46° Congresso Brasileiro do Concreto
Florianópolis - SC
   

46° Congresso Brasileiro do Concreto debate o tema da fissuração em concreto

O 46° Congresso Brasileiro do Concreto, evento que ocorre de 14 a 18 de agosto de 2004, em Florianópolis, atendendo aos anseios da comunidade técnica da cadeia produtiva do concreto montou um painel de debate sobre o tema da fissuração prevista em cálculo. Para debater o assunto, juntamente com um auditório de 400 pessoas, foram convidados os engenheiros Paulo Fernando da empresa Concremat, Antônio Zorzi Neto da Cyrella Tecnisa Investimentos Imobiliários e Júlio Timerman, presidente da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural). O coordenador da mesa foi o Prof. Paulo Helene, da Escola Politécnica da USP.

Chegou-se ao consenso de que a fissuração deve ser minimizada e os palestrantes concordaram parcialmente em suas propostas para alcançar tal objetivo.

Paulo Fernando sugeriu as seguintes medidas:
• Buscar uma sinergia entre os profissionais: entre consultores, construtores e projetistas de uma obra
• Utilizar concreto com menores teores de Ca (menores teores de água) e com baixa retração
• Reforçar os cantos reentrantes
• Fazer uma cura adequada.

Antônio Zorzi salientou a dosagem do concreto e o cuidado com a cura – especialmente para obras com velocidade de execução de uma laje por semana – como medidas preventivas da fissuração.

Julio Timerman destacou que a abertura tolerável da fissura depende dos aspectos estrutural, funcional, de durabilidade, estético e de conforto de uma edificação. Como medida preventiva propôs uma maior integração dos agentes da cadeia produtiva do concreto, de modo a se obter uma sinergia quanto à concepção, ao projeto, à execução, à utilização e à manutenção da obra.

Houve uma discussão acirrada em torno das questões do tempo que se deve esperar para se retirar as formas e submeter o concreto às cargas, assim como quanto a necessidade ou não de se fazer a cura do concreto.